sábado, 12 de julho de 2014

França - Vaison la Romaine e Chateauneuf du Pape

Último dia do meu irmão conosco na viagem, ele voltaria para a Alemanha no dia seguinte, seguimos para Vaison de la Romaine, que fica a cerca de 50 km de Avignon. Na estrada vimos plantações de cerejas e mais adiante um local vendendo frutas, cerejas e morangos maravilhosos. Compramos ali as cerejas mais gostosas que já provamos na vida e as melhores da viagem.

Vaison de la Romaine é uma pequena cidade medieval, cortada pelo Rio L’Ouvèze, onde há uma ponte do século I. De um lado do rio, na parte alta está a cidade medieval com a ruína do castelo no ponto mais elevado. A caminhada até lá é uma delícia, passando pelas lindas ruas estreitas. Do outro lado do rio estende-se a maior parte da cidade, incluindo sítios arqueológicos romanos, que infelizmente não visitamos.

Nessa pequena cidade tivemos uma das nossas melhores refeições de toda a França, no Restaurante Le Bateleur. Pegamos o menu do dia e cada prato parecia uma obra de arte, lindo e delicioso, apenas achamos as porções muito pequenas, mas mesmo assim valeu a pena.

Depois de passear e curtir um pouco o visual na área de picnic bem na beira do rio, pegamos o carro e seguimos para Chateauneuf du Pape (35 km dali).

Chegamos em Chateauneuf e estacionamos o carro na primeira vaga que encontramos. Não havia nenhuma placa e saímos caminhando sem destino, só que para o lado oposto do local que realmente interessava na cidade (risos). Fomos até o final da cidade caminhando e só vimos uma grande ruína, mas essa parte da cidade realmente não tinha nada de interessante, parecia uma cidade normal, com construções mais novas. Depois de andar bastante, na volta é que encontramos a parte da cidade que realmente interessava, mais antiga, mas ainda assim não encontrávamos a famosa Cave de vinhos de Chateauneuf. Vimos várias caves pela cidade, mas não a que buscávamos. Já cansados finalmente encontramos o centro de informação turística e descobrimos que havíamos passado bem perto, era só subir na direção da ruína do castelo e a cave era no meio do caminho. Aproveitamos para visitar a ruína (que raiva quando descobri que lá tem um grande estacionamento e que nós andamos um monte desnecessariamente) e depois a Cave mais famosa da cidade, a Le Verger des Papes. O vinho de Chateauneuf é considerado um dos melhores da França, por isso a cidade está repleta de lojas que oferecem degustação. 

Para saber mais sobre a história de Chateauneuf du Pape recomendo este post:

Frutas à venda na estrada - as melhores

Ponte Romana de Vaison La Romaine

Entrada da cidade velha




No topo da cidade

Castelo de Vaison La Romaine

Sobremesa maravilhosa do Le Bateleur
Foto tirada pela Clara!

Ruína do castelo em Chateauneuf du Pape


Plantações de uva ao redor de toda a cidade


Cave Le Verger du Papes
Fotografando tudo!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Viagem para a França: Provence - Avignon

Saímos de Moustiers-Sainte-Mairie na correria quando descobrimos que teríamos que pegar as chaves do apartamento alugado em Avignon até as 19 horas e estávamos no limite do tempo. Foi uma viagem meio tensa pois pelo cálculo do GPS chegaríamos depois desse horário. Quando finalmente chegamos à cidade (faltando 5 minutos para as 19), ligamos para o proprietário e ele disse que poderíamos ir direto ao apartamento que ele havia pedido para uma pessoa ir levar a chave. Assim fizemos e deu tudo certo. 

Como já falei neste post, não gostamos do apartamento alugado em Avignon. Ele fica no térreo de um prédinho de 4 andares e tem uma decoração de gosto duvidoso. Até aí tudo bem, o problema é que era mal equipado, tinha máquina de lavar mas não tinha varal, a cozinha faltava utensílios, o banheiro era ruim e a limpeza também deixou muito a desejar. Como Avignon seria nosso local de pernoite e passaríamos os dias rodando pelas cidadezinhas da Provence decidimos permanecer neste local mesmo, pois já havíamos pago e não queríamos ter o trabalho de pedir o cancelamento da reserva. 

A localização era boa, bem perto do Palais du Papes, do estacionamento gratuito Alless de l'Oulle e de fácil acesso, mas diferente dos outros lugares que ficamos, não havia mercadinhos, boulangeries nem restaurantes muito próximos. Era um lugar sem movimento e nos sentimos meio isolados. Aliás esta foi a impressão que tivemos de Avignon: uma cidade sem movimento, sem vida, muito diferente de Aix-en-Provence! No final de semana foi difícil até tomar café da manhã, pois tudo estava fechado. Provavelmente o local onde ficamos nos influenciou negativamente sobre a cidade, mas depois conseguimos andar por outras áreas e nossa impressão não mudou muito, parece ser realmente uma cidade muito pacata (e olha que nem somos baladeiros). Apesar disso, não deixa de ser uma cidade muito bonita, que com suas muralhas bem preservadas que circundam todo o centro histórico e o lindo Rio Rhône, vale muito a pena ser visitada.

Em Avignon visitamos o Palais du Papes, um magnífico Palácio que, juntamente com a Pont d’Avignon (ou Pont Saint Bénezet), Le Petit Palais e as muralhas da cidade, fazem parte de um conjunto arquitetônico tombado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

O Palácio dos Papas em Avignon foi sede da Igreja Católica por 68 anos no século XIV, quando os papas estabeleceram ali sua residência, se tornando palco de uma grande disputa de poderes, até que Roma conseguiu retomar todo o seu poder e levar de volta pra lá a residencia papal. Ao todo 7 papas moraram em Avignon, todos franceses.

“O Palácio dos Papas se destaca como o poderoso símbolo da influência da igreja em todo o mundo cristão ocidental no século XIV. A construção foi iniciada em 1335 e concluída em menos de vinte anos sob a liderança de dois papas construtores, Bento XII e seu sucessor Clemente VI. Palácio Papal é o maior palácio gótico em toda a Europa (15.000 m2 de área útil, que é o equivalente a 4 catedrais góticas).

O visitante pode ver mais de 20 quartos, cenas de acontecimentos históricos, em particular aposentos privados do papa e os afrescos pintados pelo artista italiano Matteo Giovannetti. Palácio Papal também oferece ao visitante contínuas atividades culturais durante todo o ano.” (Fonte: http://www.palais-des-papes.com/fr)

É uma visita imperdível, o Palácio é de uma grandiosidade incrível, por dentro e por fora. Há exibição de vídeos contando a história do lugar, apresentação de maquetes mostrando como o Palácio foi mudando e aumentando em cada período e explicações escritas em fichas em várias línguas. Nós não pegamos audio-guia, mas também estão disponíveis. Não é possível entrar com carrinho de bebê. No alto da torre há um café que deve ter um visual fantástico, mas infelizmente quando fomos tinha acabado de fechar. Não foi uma visita muito longa pois fomos a tarde e Clara já estava cansada, mas valeu a pena. 

Já no final do dia saímos do Palácio seguimos para o Parque Rocher des Doms, que fica ao lado, onde encontramos 2 parquinhos e a pequena pode gastar energia. 

Em Avignon sempre deixávamos o carro no estacionamento perto do apartamento e só andávamos a pé. Como chegávamos cansados acabávamos não tendo animo de ficar procurando muito e íamos a lugares mais próximos. Por esse motivo em 3 noites fomos jantar na Place de l’Horloge, que é bem charmosa e cheia de restaurantes. Também tem um carrossel, que infelizmente fecha cedo, Clara conseguiu andar nele apenar uma vez quando chegamos mais cedo, nos outros dias estava sempre fechado. Quanto aos restaurantes não gostamos dos que fomos, por isso não vou cita-los. 

No dia que chegamos mais cedo e pudemos dar uma volta maior pela cidade encontramos um bom restaurante chamado L’Epicerie (http://www.restaurantlepicerie.fr/), que fica na Place Saint-Pierre. Finalmente comemos bem em Avignon! 

Nos demais dias nossa programação foi a seguinte: 
Dia 1 – Vaison de La Romaine e Chateauneuf du Pape
Dia 2 – Lourmarin, Roussilon e Gordes, jantamos em L'Isle Sur la Sorgue 
Dia 3 – Les Baux-de-Provence 
Dia 4 – Pont Du Gard, Uzes, Papais Du Pape em Avignon 
Dia 5 – Volta para Paris no trem TGV

Carrossel da Place de l'Horloge

Place de l'Horloge

Palais du Papes

Palais du Papes


Interior do Palais du Papes

Interior do Palais du Papes

Maquete do Palais du Papes






Parquinho no Rocher des Doms
Pont d'Avignon
L'Epicerie, um bom restaurante

Muralhas de Avignon


sábado, 28 de junho de 2014

Clara no Louvre

Quem disse que criança não se diverte em museus? Claro que a visita precisa ser mais leve e rápida, mas com um pouco de criatividade dá pra aproveitar sim!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Viagem para a França: Moustiers-Sainte-Mairie e Gorges du Verdon

Pegamos a estrada e fomos direto para Moustiers-Sainte-Mairie. Quando saímos das estradas principais, começamos a rodar por estradas estreitas e cheias de curvas, seguindo o caminho indicado pelo GPS (que nem sempre parecia ser o melhor quando olhávamos o mapa). Passamos por muitos campos de lavanda, que infelizmente ainda estavam verdes, plantações de uva e campos floridos, principalmente os coquelicots. Várias cidadezinhas interessantes pelo caminho, mas preferimos não ficar parando, pois queríamos chegar logo a Moustiers.

Quase chegando na cidade, a Route de Moustiers passa por um ponto onde se tem uma vista espetacular do local. A cidade de Moustiers encravada naquelas montanhas é realmente uma visão espetacular. Apesar de não termos encontrado nenhum lugar para parar, do carro mesmo já ficamos extasiados. Ao chegarmos encontramos por acaso uma vaga para estacionar bem em frente ao nosso hotel (Hotel Le Relais). Aí sim pudemos descer e deixar o queixo cair diante de tanta beleza. O hotel fica ao lado de uma cachoeira, na margem de um vale bem profundo, com uma ponte antiqüíssima, o visual das montanhas de um lado e de toda a região do outro. Não tem como descrever esse lugar, só quem já foi sabe como é lindo. Não é a toa que Moustiers-Sainte-Mairie está listada como um dos mais belos vilarejos da França! Com certeza foi um dos pontos altos dessa viagem. A idéia de seguir para ver uma parte do Verdon nesse dia morreu aí, só queríamos curtir Moustiers!

Quando entramos no nosso quarto do hotel mais uma grata surpresa, havia uma varanda com uma mesinha e ao abrirmos as janelas o visual era maravilhoso! Deixamos as coisas no hotel, almoçamos e fomos visitar a capela de Notre-Dame-du-Beauvoir, que fica em uma das montanhas. Uma curiosidade é a estrela de Moustiers, que se destaca pendurada entre o topo das 2 montanhas (para saber mais acesse o excelente post do Destino Provence). Fiquei um pouco preocupada de como a Clara encararia aquela subida tão grande, mas o Jorge disse que se precisasse a levaria no colo, então seguimos em frente. Logo no início da caminhada Clara começou a reclamar e pediu colo. Papai sofreu por um tempo, mas logo depois eu a convenci de irmos andando. Ela queria sempre ir na frente, e quando se cansava eu a incentivava a chegar na próxima sombra para descansarmos. Fomos subindo devagar e ela tomou gosto pela coisa, foi andando sem reclamar e não pediu mais colo, fiquei muito feliz, pois foi a primeira vez que ela encarou uma caminhada maior sem reclamar e ainda mais morro acima. Chegamos lá em cima, visitamos a Igreja, curtimos bastante o visual e descemos. Clara foi exemplar na descida também. Depois andamos pela cidadezinha e mais tarde ficamos curtindo o visual da nossa janela, tomando vinho e comendo salames locais (hummm).

Dia seguinte amanheceu bem nublado e frio, mas mesmo assim partimos para Gorges Du Verdon. Gorges significa Garganta, Canyon do Rio Verdon. Em busca das lindas paisagens queríamos fazer toda a volta no Canyon e começamos pelo lago de Sainte-Croix, cujas águas azuis contrastam com a cor das rochas criando uma bela paisagem. No lago geralmente é possível fazer passeios de pedalinho ou barcos a motor, até o início do canyon, mas infelizmente neste dia não estavam acontecendo por causa do mau tempo. Nosso passeio então consistiu em paradinhas básicas para fotos e contemplação, primeiro na ponte e depois nos mirantes. A estrada é muito sinuosa e estreita, exigindo muito cuidado e atenção, principalmente diante de tantas belezas para admirar. 

Paramos no Restaurante do Hotel du Grand Canyon du Verdon, que fica na borda do canyon. O visual é inigualável, vale muito a pena, melhor ainda quando descobrimos que os preços são bons e a comida excelente! Sentamos numa mesa na parte fechada com vidros, por causa do tempo, bem em frente ao canyon e tivemos uma excelente refeição, tanto que acabamos passando tempo demais e comprometendo o restante do trajeto (hehehe). Saímos já preocupados com o tempo de volta, pois nesse dia ainda iríamos até Avignon e precisávamos pegar a chave do apartamento alugado, não sabíamos bem até que horas. Seguimos pela estrada, dando a volta, mas evitando parar em todos os mirantes, porém alguns eram irresistíveis. Depois da ponte que liga um lado a outro do canyon, a estrada se afasta um pouco da margem do canyon por um tempo e quando volta se torna um verdadeiro espetáculo. Foi uma pena que estávamos com pressa e não pudemos parar para apreciar direito todo aquele visual. Esse é um lugar que teremos que voltar um dia, com sol e tempo pra gastar.

Moustiers-Sainte-Mairie



Vista da varanda do nosso quarto - Hotel Relais

Indo para a trilha

O início foi difícil para o Papai


Depois ela seguiu sozinha

Vista da cidade


Capela de Notre-Dame-du-Beauvoir
Lago de Sainte-Croix



Gorges du Verdon





Vista do restaurante

Restaurante Hotel Grand Canyon du Verdon




Moustiers vista da estrada

Sites que vale a pena visitar: