Nunca desejei fazer cama compartilhada aqui em casa. Não tenho nada contra quem faça, mas sempre achei que não era pra mim. Na hora de dormir nós duas íamos para o quarto dela, e ela dormia no meu colo, na poltrona. Muitas vezes passei boa parte da noite sentada na mesma poltrona, resistindo bravamente a vontade de leva-la pra minha cama. Mas até então ela acordava várias vezes, mas mamava e voltava a dormir, eu colocava no berço e tudo bem.
Por volta do mês de novembro
tivemos problemas com o soninho, não sei bem o que houve, mas sei que o berço se tornou de repente um lugar onde ela não queria ficar de jeito nenhum. Depois de muito lutar, de ficar horas tentando faze-la dormir e de levantar várias vezes a noite, passar boa parte da noite nessa luta, eu desisti. Numa noite levei pra minha cama e ela dormiu super bem. Na noite seguinte quando chamei pra dormir ela já falou: no quato da mamãe!
E assim foi e assim tem sido: vamos pra minha cama, deito com ela e amamento. Ela dorme e fica por lá até a hora que eu vou deitar (isso quando não durmo junto). Aí levo pro berço onde ela dorme até por volta das 5 da manhã (esse horário varia bastante, tem noite que é bem antes disso), aí ela volta pra cama e fica até de manhã. Confesso que ainda tenho crises com isso, sei que estou criando um hábito muito difícil de tirar, e que conseguimos evitar até agora, mas eu simplesmente cansei. Estava uma pilha com essa história, então resolvi apelar e relaxar.
Agora uma vantagem: como é gostoso sentir esse corpinho colado na gente, acordar e ver aquele rostinho mais lindo desse mundo dormindo tranquilamente ao meu lado. E as tiradinhas da manhã? Imita quando eu espreguiço, faz caras e bocas, fala bom dia pros gatos, enfim, tudo tem um lado bom! E eu que normalmente acordo super de mau humor me vejo sentindo e reafirmando que não existe amor igual este, é uma sentimento enorme que tem uma capacidade maluca de crescer a cada dia e de tomar conta de tudo.
Vejam nesse clique do marido se essa menina não é uma folgadinha: