terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Colmar e arredores - França - Parte 1

Dando continuidade aos relatos da viagem que fizemos em abril deste ano para a Alemanha e França, vou falar de Colmar.

De Heidelberg seguimos para Colmar. Essa cidade entrou neste roteiro porque na viagem que fizemos para a França em 2014 eu queria muito ter ido lá, por conta das lindas fotos que vi na internet, mas não foi possível porque sairia muito do nosso roteiro, então deixamos para depois. Quando planejamos esta viagem de carro pela Alemanha lembramos que Colmar fica bem proxima da fronteira e decidimos inclui-la no roteiro. 

Na cidade alugamos um pequeno apartamento via Booking, com boa localização, mas a estrutura deixou um pouco a desejar. Como ficamos apenas 2 noites não chegou a ser um problema e conseguimos dormir tranquilamente. O proprietário foi bastante simpático e prestativo e oferece uma vaga de estacionamento no local onde ele trabalha, que fica próximo, o que minimizou nosso descontentamento com o local. De qualquer maneira acho melhor não indicar aqui no blog, caso alguém queira pode solicitar que envio.


Colmar é uma cidade bastante famosa pela sua arquitetura e pudemos comprovar que é realmente linda! Faltaram as flores colorindo a cidade como vimos nas fotos, afinal o frio se estendeu um pouco mais este ano, mas gostamos bastante. Além da cidade de Colmar em si, esta é uma região cercada por cidadezinhas medievais charmosas e muitas vinícolas, as paisagens são maravilhosas. Gostaríamos de ter ficado mais tempo!

Neste 2 dias conseguimos andar bastante por Colmar e visitar 2 cidadezinhas vizinhas: Riquewihr e Eguisheim. A primeira é bem pequena e muito charmosa, um encanto! Eguisheim é um pouco maior e o centro antigo tem um formato circular bem diferente, também muito bonita. Nos apaixonamos por essas lindas cidades, andamos bastante por aquelas ruas, comemos várias coisas gostosas e tiramos muitas fotos. Não tivemos tempo de visitar museus e nem vinícolas mas adoramos conhecer mais algumas cidades de charme da França, País que amamos tanto! Seguem algumas fotos.

Colmar:

Petite Venise






As cegonhas são o simbolo da Alsácia


 La Maison Pfister



La Maison des Têtes


A felicidade quando o sorvete chegou neste pote de vaquinha!

 Eglise des Dominicains
Riquewihr:










Eguisheim:












quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Para Rafael

Imagem da internet
Meu filho, você foi um presente totalmente inesperado para nossa família. Eu e seu pai ficamos inseguros, preocupados e com medo de tanta coisa... Preocupados com sua saúde, com o tamanho do apartamento, com o preço da escola... Tantas neuras atrapalharam um pouco e no início nós não soubemos curtir a sua chegada como deveríamos, que bobagem! Passamos dias e dias angustiados, ao invés de agradecermos e demonstrarmos a nossa felicidade. 
Já sua irmã foi diferente, desde que contamos que você iria chegar ela foi só felicidade. Há tanto tempo ela pedia um irmão que já tinha até desistido, então ela te acolheu e ficou feliz demais. Os adultos as vezes são assim, se preocupam demais e são felizes de menos, enquanto que as crianças são puras e sabem o que realmente importa. 
Quando passou o susto, fizemos exames e vimos que estava tudo bem com você começamos a curtir a sua chegada. Contamos pra família e para os amigos e começamos a fazer planos. Você começou a se tornar uma pecinha super importante dessa família e nossos planos já te incluiam em tudo daqui pra frente. A barriga foi ficando redonda e eu não via a hora de sentir seus primeiros movimentos. Ficava pensando em que tamanho você estaria, se já nos ouvia, se já sentia os carinhos na barriga. 
O dia que descobrimos que você tinha partido foi o dia mais triste da minha vida e os dias seguintes não foram muito diferentes. Clara e Jorge também ficaram arrasados. O que mais queríamos é que você ainda estivesse conosco, mas não foi assim que aconteceu. Agora que já se passaram alguns meses, estamos bem, superando sua perda, mas sinto que nossa família ficou incompleta e sempre bate um pouco de tristeza. Espero que você tenha sentido o grande amor que sentimos por você, foi uma pena que sua missão por aqui tenha sido tão rápida. Um dia nos veremos, filhote!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Herança

Há tanto tempo não escrevo aqui! Ainda quero falar mais um pouco sobre o que houve após a perda do bebê, mas vai ficar para outra hora. Também quero terminar os relatos da viagem para a Alemanha e ainda falar um pouco sobre a viagem para Orlando que fizemos em outubro. Aos poucos espero conseguir escrever um pouco sobre esses assuntos.
Hoje passei para contar um episódio muito engraçado com a Clara. Outro dia, quando ela foi se deitar, estava abraçando o travesseiro e dizendo que ele era super gostoso e macio e tal. De repente ela solta:
- Mamãe, quando eu for adulta e você e o papai morrerem, vocês podem deixar os travesseiros de vocês pra mim, assim eu não preciso gastar dinheiro com isso!
Olha o que a menina está preocupada, com a herança (e de travesseiro)! Dei muita risada e ela logo depois pensou no que falou e disse que não quer que a gente morra nunca.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Documentário sobre perda gestacional

Encontrei na internet um documentário sobre perda gestacional e por estar vivendo uma história de tanto sofrimento me identifiquei e por isso estou divulgando.
A página apresentava o vídeo completo e também falava do projeto está fora do ar, mas encontrei o video no Youtube:

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Dias tristes - perdemos nosso bebê!

Estamos passando dias muito sofridos pois perdemos nosso bebezinho com quase 17 semanas de gravidez! Já no segundo trimestre da gravidez eu estava muito tranquila achando que os riscos já haviam passado, que agora era só curtir e esperar. 
Voltando um pouco no tempo, quando descobrimos a gravidez ficamos bastante preocupados pela questão da idade, com medo do bebê ter algum problema, e decidimos fazer um teste genético que é feito nos Estados Unidos. Foram dias de angústia até a chegada do resultado, com 11 semanas, mostrando que o bebê tinha baixíssimas probabilidades de ter algum alteração genética naqueles cromossomos testados. A partir daí nós relaxamos, divulgamos a notícia e começamos a pensar na nossa vida com 2 filhos, em enxoval, etc. 
Semana passada, na quarta, fomos animados à consulta prenatal. Como já fazia um mês da ultima consulta, eu estava bastante ansiosa para ver como ele tinha se desenvolvido nesse tempo, nem me passava pela cabeça que pudesse ter algo errado, já que não senti absolutamente nada. Além disso com 16 semanas ainda não estava sentindo o bebê se mexer. Eu até achava que tinha sentindo alguns pequenos movimentos mas não tinha certeza se era o bebê. 
Chegamos animados, tivemos a consulta, fiquei super feliz por não ter ganhado peso até agora, já que já estou bem acima do meu peso normal. O médico que estava nos acompanhando sempre faz ultrassom nas consultas, o que eu achei muito bom principalmente no início quando ainda estava bem preocupada com a gravidez. Fomos então para o exame, sem nem desconfiar da péssima notícia que nos aguardava. Assim que o médico colocou o aparelho eu achei estranho a posição do bebê, mas não caiu a ficha. O médico olhou por vários angulos e enfim nos deu a notícia mais triste de nossas vidas: seu bebê está sem batimentos. O médico foi super delicado, conversamos bastante, choramos muito, foi realmente terrível.
A partir de então teve início o pesadelo, eu precisaria me internar, passar por um processo de indução de aborto que normalmente leva alguns dias, passar por um quase parto normal, depois curetagem, etc. Nessa idade gestacional não é possível fazer curetagem antes da expulsão, pois o feto já tem ossinhos. E ainda teve uma coisa terrível: dar a notícia para a Clara, que estava super feliz e só falava no irmão que iria chegar. Foi realmente muito dificil, ela chorou muito, não queria acreditar. 
Dia seguinte fomos para o hospital, nem vou me estender nessa parte, nas horas e horas de espera por médicos, na louca desorganização do hospital, na falta se sensibilidade de alguns profissionais da saúde e por aí vai. Foram 3 dias de espera, fazendo aplicação do medicamento para abrir o colo do útero, sentindo apenas colicas, sem sangramento. Preocupados com a falta de evolução, nos virando para ajeitar a vida da Clara enquanto estávamos os 2 no hospital. Enfim, muito dificil. 
Na madrugada de sábado para domingo a coisa finalmente evoluiu e foi bem rápido. Acordei com cólicas fortes, que na verdade eram contrações muito fortes e com quase nada de intervalos. Pensei que eu fosse morrer, mas com pouco mais de uma hora ocorreu a expulsão do feto. Coisa triste ver o bebê já todo formado ali. As dores passaram e fui encaminhada para a curetagem. 
Deveria ter tido alta no mesmo dia mas o hospital é bem desorganizado e não conseguimos falar com nenhum médico, então ficou para o dia seguinte pela manhã. 
Agora estou em casa, me recuperando. Ainda bastante abalada pela perda tão repentina e inesperada, mas tentando me conformar. Para dificultar os seios estão se enchendo de leite, já tomei um remedio e espero que seque rapido. 
Enfim, escrevo esta história triste aqui, parece meio deslocada no meio de relatos felizes de viagens, mas este blog sempre foi bastante pessoal, então não podia deixar de registrar.
No final do mês estávamos com viagem marcada para os EUA, para levar a Clara à Disney e também comprar o enxoval. Agora ainda não sabemos se conseguiremos autorização medica para viajar e não vale a pena remarcar, as taxas são muito altas, só saberemos em cima da hora, mas já prevejo que se formos será uma viagem um tanto triste. 
Faltou dizer que quando demos a notícia para a Clara, falei que o bebê tinha virado um anjinho e que devíamos escolher o nome dele. Ela então pediu para escolher e quis que ele se chamasse Rafael, então agora temos um anjinho Rafael na família.




domingo, 7 de agosto de 2016

Heidelberg - Alemanha Parte 4

Em Heidelberg passamos somente uma noite e uma parte do dia seguinte. Ficamos no Hotel Hollander Hof, no centro da cidade, em frente ao Rio Neckar. A localização não podia ser melhor, perto de tudo, com um lindo visual. O hotel é antigo, mas nós gostamos bastante. Heidelberg é linda tanto a noite, com o castelo todo iluminado, quanto de dia. Neste dia jantamos em um restaurante/cervejaria bem legal, o Vetter. 

Dia seguinte optamos por não tomar café no hotel e acabamos perdendo tempo andando atrás de algum lugar para comer. Depois fomos até o lindo castelo de Heidelberg. O trajeto é feito num funicular que por si só já é uma atração, Clara adorou. Ficamos algumas horas no castelo, que é grandioso e oferece uma maravilhosa vista da cidade. Descemos, demos uma volta pela cidade, tiramos muitas fotos e voltamos para pegar as bagagens no hotel e continuar a viagem. 

O Castelo iluminado

O hotel que ficamos


Funicular para o castelo

Chegada ao castelo


Vista da cidade a partir do castelo

Detalhe do castelo


Mais uma face do lindo castelo


O portão da ponte (o hotel fica bem ao lado)


Na ponte do Rio Neckar

Heidelberg e o Rio Neckar

Vista da ponte, com o castelo no alto a esquerda e nosso hotel no canto direito