sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blogagem Coletiva - Maternidade Real

Muito legal essa iniciativa da Blogagem coletiva sobre maternidade real, claro que não podia deixar de participar. Seguem algumas considerações.
Na minha família temos alguns exemplos de formas de criação de filhos que definitivamente não deram muito certo. Crianças super malcriadas, teimosas, que só dormem depois das 11 da noite depois de muito trabalho, que não comem sozinhos até quase os 10 anos de idade, dependentes, etc, etc. Para mim isso foi um modelo do que eu NÃO queria reproduzir.
Quando eu engravidei pensei em tudo isso e decidi que queria fazer diferente. Procurei me informar, li alguns livros, incluindo a Encantadora de Bebes, e tentei aplicar algumas coisas. O pai da criança também leu e ficou ainda mais neurótico com isso.
No início tudo parecia bem, mas logo começaram os refluxos e a choradeira e todo o planejamento começou a ir por água abaixo.
Eu comprei CDs de músicas clássicas para crianças e queria que ela gostasse de DVDs do tipo Baby Einstein. Dizia que colocaria musica calminha para a Clara dormir e que ela teria uma super rotina de sono. Ela também não dormiria no peito. Dizia que ela iria pra creche e que tudo seria tranqüilo, como foi com uma sobrinha. E que conseguiríamos sair de casa com ela sem grandes problemas, afinal ela seria acostumada a isso.
E vieram os primeiros meses sozinha em casa com uma bebe muito chorona e nervosa, principalmente por conta do refluxo, acredito. No final do dia eu estava exausta e nervosa, sentia falta da minha vida social, dos amigos (que somem mesmo) e um pouco ressentida com a (pouca) participação paterna.
E eu quase não conseguia sair de casa com a Clara porque ela podia começar a chorar a qualquer momento (só não perdia o cinematerna desde que começou em Brasília). Rotina de sono? Nada funcionou. Música? Nem lembrava de ligar o som. Um dia eu estava no computador com ela no colo e resolvi procurar uns vídeos e ver se ela se interessava, já que para os DVDs super instrutivos ela nem olhava. Achei o Pintinho amarelinho (Galinha Pintadinha) e ela ficou vidrada. Comecei a mostrar outros e ela gostou. Nessas horas eu já estava ávida por qualquer coisa que distraísse a pequena por alguns minutos, pois ela sempre foi um bebê muito exigente, nunca gostou de ficar sozinha, detestava o carrinho e dormia quase nada. Eu só conseguia tomar banho, ir ao banheiro, comer, se alguém ficasse com ela. Corri pra comprar os DVDs da Galinha Pintadinha e foi ótimo. Ela adora desde então e ficava alguns minutos assistindo (é bem verdade que muitas vezes ela quer que eu fique junto). Como não agüentava mais assistir Galinha 1 e 2, saímos comprando outros e testando. Por sorte ela gostou do Clipes da Palavra Cantada, mas também adorou Xuxa só para baixinhos 10.
Eu não pretendia encher minha filha de coisas e não resisto a comprar roupinhas fofas e brinquedos.
Eu não queria nunca gritar com ela, queria conseguir explicar tudo calmamente. Achava que minha filha não daria escandalo na rua, nas lojas brinquedos querendo tudo. Queria que ela fosse tranquila e não daquele tipo de criança que derruba a casa e a mãe não consegue impedir (mas eu juro que tento).
Outro dia uma amiga comentou: a Kelly é daquelas mães que não conseguem falar não para os filhos... Isso porque minha filha ficou pedindo peito no restaurante, depois do almoço, e eu dei pra me poupar do escandalo, porque com fome ela não estava.
Como este post já está muito grande vou parar por aqui (antes que alguém chame a super nanny pra vir aqui em casa), mas tenho um amplo repertório de coisas que eu pretendia fazer diferente, mas que acabei atropelada das necessidades do dia-a-dia. Acredito que isso seja fruto da chamada maternidade real, claro que muita coisa dá pra melhorar e estou sempre buscando isso, continuo lendo, procurando dicas, inclusive aqui nos blogs. E assim a gente vai, tentado fazer o melhor possível, tudo em nome do amor (risos).

10 comentários:

Camila disse...

É isso aí: tudo em nome do amor e de saber ouvir os nossos nstintos maternos, que são os verdadeiros guias para o exercício da maternidade!
Bjos,
Camila
www.mamaetaocupada.blogspot.com

Milena disse...

Me identifiquei muito!

Nine disse...

Kelly, adorei a parte do texto em que vc diz que queria fazer tudo diferente mas acaba atropelada pelas necessidades do dia a dia. Concordo e passo por isso tb.
A questão da pouca participação paterna é uma realidade lá em casa tb, sempre temos as famosas DR sobre isso. Maridão já melhorou muito, mas depois de quase 2 anos de muita, muita conversa e algumas brigas né, que aqui ninguém é família doriana, não.

Beijos,
Nine

Mirys + Guigo + Nina disse...

Olá!
Também estamos fazendo parte dessa blogagem!

A nossa participação tá aqui ó:
http://diariodos3mosqueteiros.blogspot.com/2011/04/maternidade-real-mae-pode-querer-ser.html

Bjos e bençãos.
Mirys

Lia disse...

"a Kelly é daquelas mães que não conseguem falar não para os filhos... " Por que você deu o peito???? Afe maria! Se chamarem a supernanny pra você, chama La Leche League, a OMS, o Ministério da Saúde pra essa amiga!
Como se negar peito pra um bebê fosse educativo. Fala sério.

Mãe Mochileira, Filho Malinha.. disse...

A gente sempre sabe a formula para td..mas na pratica td muda... e entre dores e delicias somos MÃES!!
;-)
BJS!!

Mirys disse...

Mulher:

Aos pouquinhos, as coisas se ajeitam, as crianças vão ficando com a carinha que você queria, o marido começa a participar mais (porque crianças são mais interessantes - entenda ativas - do que bebês, né?).

Respira e vai!!!
O importante é querer melhorar sempre!!!

Bjos e bençãos.
Mirys

PS: pense com carinho nisso que essa sua amiga te disse. Para ser chamada de amiga, ela deve ter contato com você e não deve ter tirado aquela conclusão só com o episódio do restaurante.

PS2: se precisar de ajuda, grita! Tá todo mundo aqui na blogsfera para trocar figurinhas!

Jorge disse...

Porque por mais que nós pais nos matemos, que não tenhamos tempo nem para ver blogs de maternidade, alias, nem mais usamos o computador que tanto eramos dependentes, que mal tenhamos 5 minutos para ficar parado, mesmo de noite depois que as crianças dormem. Porque as mães nunca reconhecem isto, nos acham ausentes.

Laiz disse...

Ola Kelly!

Realmente na prática tudo muda...eu tinha na minha cabeça tudooo o que faria com o meu filho, e confesso que na prática muitas coisas foram bem diferentes! Meu filhote também adora a Galinha Pintadinha. Ele assiste e eu aproveito os minutos para fazer algo pendente...acho ótimooo!Pode não ser o mais indicado mas é real...Eu faço o que posso para ser a melhor mãe que o Nino pode ter...sei que vou errar e acertar! Adorei seu post...é bom ver mães reais...
Bjos

Dayane Cavalcante disse...

Viva a maternidade real!!